coleção de figurinhas
Sem querer bancar um Freud da vida (até porque não é muito a minha praia a psicologia), resolvi escrever sobre um estalo que me ocorreu há algum tempo. Estou começando a achar que é o destino de cada um de nós colecionar sensações. É um ato involuntário, mas que acaba nos levando por caminhos que não tínhamos imaginado. Esbarramos com muitas pessoas por aí, amamos outras tantas... mas sempre estará lá na mente aquele 1º beijo, primeiro amor (ou paixonite?)
Guiados por essas lembranças tentamos estabelecer uma ligação entre o presente cansado dos compromissos inadiáveis como o passado despreocupado. Quando falo que as lembranças nos influenciam estou tocando na essência do sentimento. Tirando a complexidade inerente ao amor, quando nos ligamos a alguém já sabemos relativamente o que vai acontecer e agimos para tal. Só que o know-houn nos beijos e abraços não conserva a essência do ato primário. Essência essa nascida nos lábios que não se encaixavam direito, nas línguas sem rumo, nos dentes se encontrando. Nenhuma técnica, todo sentimento que não teme ser feliz.
E hoje? Na quantidade tentamos (re)encontrar a sensação que tropeça (algo mais "puro"), que se conjugue com tudo que vivemos. Vamos juntando as figurinhas até que surga uma parecida com a primeira. E o que importa se nada se repete porque os tempo são outros? Se até aquele rio ali desde sempre nunca é o mesmo?
Se o problema é uma impossibilidade de se relacionar aberta e verdadeiramente?
Vamos seguindo pelo mundo afora com o coração fervendo...
Escrito por Vinícius às 14h12
[]
[envie esta mensagem]
|